O burburinho do escritório naquela tarde não era só por causa dos relatórios atrasados. O assunto que corria de mesa em mesa era o happy hour que Artur havia proposto. “Nada de desculpas hoje, todo mundo vai”, avisara o chefe em tom leve, mas com a firmeza que ninguém ousava contrariar.
— Preciso ver essa equipe fora das planilhas — ele dissera, rindo. — Trabalhar é importante, mas confiar também é.
Para alguns, a ideia soava como obrigação mascarada de diversão. Para outros, era uma boa de