Narrado por Zeus Marino
Ela me olhava como quem tenta expulsar um fantasma. Molhada, o corpo ainda grudado ao vestido, as mãos tremendo sem saber se fechavam os punhos ou se empurravam a própria fraqueza para longe.
— Vai embora, Zeus — disse, seca. — Agora.
Puxei o cigarro do bolso, molhado demais para acender, e ri baixo. Não de humor. De incredulidade.
— Eu não vou a lugar nenhum.
Ela ergueu o queixo, tentando parecer maior do que era. — Aqui não tem espaço pra você. Esse apartamento mal cab