Narrado por Zeus Marino
“Isso… não devia ter acontecido.”
As palavras dela ainda ecoavam no banheiro, mais alto do que o barulho da água escorrendo pelas paredes. Eu a encarei. O vestido grudado na pele, o cabelo molhado caindo pelos ombros, os olhos arregalados demais. Queria acreditar no que dizia, mas o corpo dela ainda ardia contra o meu, denunciando tudo o que a boca tentava negar.
Assenti devagar.
— Não devia.
Minha voz saiu baixa, firme, como sentença. O silêncio que veio depois foi mais