Narrado por Zeus Marino
A casa amanheceu com gente demais para um domingo. Homens em trajes escuros cruzavam os corredores com papéis e telefones; mulheres da governança organizavam o que podia ser organizado; o cheiro de café e pólvora parecia disputar espaço no ar. Quando o mensageiro tocou a porta do meu gabinete, já sabia o que vinha: formalidade com veneno dentro.
Abri a carta com a ponta dos dedos, sem cerimônia. A caligrafia do Don Kodra vinha acompanhada de um enviado, e a mensagem era