Narrado por Zeus Marino
Voltei da casa do Ares com o gosto da conversa amarga na boca. Ares fez o que pôde: falou com o Don, ofereceu garantias, trabalhou as rotas, costurou desculpas que pareciam abrigo. Promessas foram trocadas, papéis foram assinados, palavras sussurradas que valem menos que pólvora mas, às vezes, seguram portas. Saí de lá sabendo que tinha comprado tempo — não paz.
Quando cruzei a soleira do prédio dela, a noite já havia engolido as fachadas. A casa era pequena, luz de corr