A chuva batia forte contra as janelas blindadas da cobertura. Raios riscavam o céu de Madrid como cicatrizes brancas sobre um manto de guerra.
Alonso andava em círculos, a camisa aberta no peito suado, os pés descalços afundando levemente no tapete turco. O uísque no copo de cristal já havia perdido o gelo. Ele não tinha dado um único gole.
A notícia ecoava dentro dele como um trovão que nunca cessava: Ivanov estava morto.
Não morto de um jeito simples. Não morto num acidente, ou traído por d