CAPÍTULO 172.
A tarde cai sobre Teerã tingindo o céu de tons alaranjados, e os portões internos do palácio se abrem revelando o pátio dos leões, onde Alexei preparou um espetáculo típico da antiga Pérsia — com dançarinos, músicos tocando santur e ney, trajes históricos, e uma encenação inspirada nas histórias de Xerxes e da rainha Atossa.
As tochas já foram acesas, e o ambiente tem o cheiro doce de mirra e flores secas.
Alexei aparece no centro com sua habitual teatralidade:
— Família, sangue e aliados… bem-vindos à alma persa. Hoje celebramos o que sustenta nossos impérios: tradição, identidade, e claro… espetáculo.
Âmbar, ao lado de Aladdin, ergue um leque dourado e murmura para mim:
— Espetáculo ou manipulação emocional encenada com tecido fino e música? — sorri debochada. — A diferença é que aqui a plateia já nasce cativa.
— O espetáculo é uma distração eficaz. — responde Lyuba com a voz suave, sentada atrás de nós. — Na KGB, distrações eram armas. E Alexei aprendeu bem com meu diário.
Nery, aj