CAPÍTULO 186.
A casa está cheia de vozes, de sorrisos educados, de perfumes fortes e tecidos caros. Os empregados se movimentam com precisão, como se cada passo deles tivesse sido coreografado por Darina. Eu quase nem precisei interferir — ela cuidou de tudo, do cardápio à disposição dos lugares na mesa. Quando perguntei a ela se estava tudo certo, apenas respondeu “ok” e voltou à leitura como se nada lhe dissesse respeito. Ela é perfeita na frieza, impenetrável como uma fortaleza construída sobre os escombros do que fomos.
Olho em volta, reconheço cada rosto: meus avós maternos, Aiyra e Pablo Romanov, estão sentados próximos à lareira, ela imponente como sempre, ele com aquele ar brincalhão, com um leve ar de quem já viu guerras demais para se preocupar com jantares. Meus avós paternos, Samira e Vladimir, conversam em tom baixo com meu pai, Nikolai. Lyuba, minha mãe, vigia tudo com olhos treinados, mesmo sorrindo, ela é um radar.
Alexei está num canto com Mike, Luke , Zack e Patrick rindo de algum