CAPÍTULO 185.
Darina.
Você tenta falar todas as vezes que nos cruzamos pelos corredores da mansão. Sua voz baixa, arrastando palavras como se isso fosse suficiente para colar o que você mesmo partiu. Eu não paro. Não olho. Não escuto.
Já te disse: acabou. Me deixe em paz.
Os cômodos imensos que um dia carregaram risos abafados, sussurros cúmplices, agora são desertos gelados. O piano na sala de estar, onde um dia você me pediu para cantar, permanece fechado, coberto de silêncio. Meus passos ecoam entre pared