CAPÍTULO 158.
Darína
Depois das aulas, como sempre, fomos para o restaurante. Nos sentamos na esplanada — o sol mergulhando devagar no horizonte, tingindo o céu de laranja e lilás. Estávamos relaxados, rindo de qualquer coisa banal, comendo batatas-fritas, comentando sobre os professores e os dramas inúteis da escola. Eu queria congelar aquele momento, guardar aquela paz dentro de mim.
Mas ela não durou.
Do nada, a paz foi engolida pelo som de tiros.
Um carro preto surgiu na entrada da rua. Dois homens nas j