CAPÍTULO 133.
Darina.
São 23h quando abro a porta da minha casa. Ou melhor, forço a maldita até ela ceder com um rangido agonizante. A madeira está apodrecida nos cantos e o trinco, enferrujado, quase sempre emperra. O ar quente e abafado me atinge como um soco. Um cheiro de mofo, suor seco e desespero paira no ambiente, misturado ao odor metálico do velho ventilador que já nem gira mais.
As luzes da sala estão apagadas, como deixei. Economia. Princípio básico de sobrevivência de qualquer pobre. Desde que sa