O Aeroporto de O'Hare parecia uma imensa caixa de vidro e ecos, um lugar projetado para transições rápidas e despedidas assépticas. Eu caminhava pelo terminal carregando apenas minha bolsa de equipamentos e uma mala pequena, sentindo o peso do ar de Chicago nos meus pulmões uma última vez antes de trocá-lo pelo oxigênio desconhecido da Europa.
Eu estou fugindo ou estou voando?, minha voz interior questionava, repetindo-se no ritmo dos meus passos no piso de granito. Julian ficou lá embaixo,