Paris não era mais a cidade dos amantes ou dos pintores impressionistas; ela havia se transformado em um revelador químico, ácido e corrosivo, onde cada vulto nas sombras da Place des Vosges parecia uma mancha mal fixada em um filme de terror. O peso daquela fotografia — Julian, vulnerável e sorridente no Distrito Sul — queimava contra a palma da minha mão dentro do bolso do sobretudo.
Eu sou uma caçadora que esqueceu como se sente o cheiro da presa, pensei, enquanto cruzava a Pont Neuf com