O armazém de aço da família Vane não era apenas um prédio; era um sarcófago de ferro fundido. O cheiro de metal oxidado e poeira estagnada nos atingiu como uma presença física assim que cruzamos o limiar da porta entreaberta. O silêncio lá dentro era diferente do silêncio da rua; era denso, carregado pelo peso de segredos que esperavam trinta anos para serem exumados.
Caminhamos pelo corredor central, onde as sombras das vigas se projetavam no chão como costelas de um gigante morto. Minha Leica