O tribunal de Chicago, que por tanto tempo pareceu um mausoléu de madeira escura e destinos selados, estava banhado por uma luz de primavera que insistia em desafiar a gravidade dos fatos. Hoje, o ar não cheirava a poeira de arquivo, a mofo de processos antigos ou ao suor frio do desespero; ele cheirava a encerramento, a terra molhada pela chuva matinal e a uma liberdade que eu ainda tateava com incredulidade.
As paredes altas, com seus painéis de carvalho que testemunharam décadas de crime