O silêncio no quarto parecia um campo minado.
Ana manteve os olhos fixos em Helena, tentando entender o que havia por trás daquele sorriso cínico e dos lábios pintados de vermelho. A mulher cruzava as pernas com calma, como se não estivesse acabando de ameaçar os dois.
— Eu deveria te matar agora — rosnou Adam, a mão ainda firme na arma que não abaixara. — Você está brincando com fogo, Helena.
Ela soltou uma risada baixa, arrastada.
— Você sempre foi tão intenso, Adam. Tão previsível quando est