O som das gotas de chuva batendo no telhado acordou Ana. Era suave, quase reconfortante, mas dentro dela, algo permanecia tenso. Abriu os olhos devagar e sentiu o corpo de Adam enroscado no dela, um braço protetor em sua cintura, a respiração quente contra sua nuca.
Por um instante, ela desejou que o tempo parasse ali. Que o mundo esquecesse deles. Que a realidade fosse só aquele toque, aquele calor, aquele silêncio.
Mas o celular vibrou.
Adam resmungou algo inaudível e esticou o braço para peg