Voltamos de Annecy no fim da tarde de segunda-feira, com o carro cheio de silêncios bons e o porta-malas com mais lembranças do que roupas.
Lucca dirigia com uma das mãos no volante e a outra entrelaçada à minha.
O rádio tocava uma música francesa suave, daquelas que combinam com estrada, céu nublado e coração leve.
Eu encostei a cabeça na janela e pensei:
Era isso que eu imaginava quando sonhava em ser livre.
Paris apareceu à distância, lentamente, como uma pintura que se revela traço por traç