Capítulo 37: O Arquivo dos Mortos

A passagem atrás do relógio não levava a um túnel, mas a um descenso vertiginoso por uma escada em caracol de ferro enferrujado, que gemia sob meus pés. O ar era frio e pesado, cheirava a papel velho, tinta desbotada e mofo. Quando finalmente alcancei o fundo, me vi em uma câmara circular, e meu fôlego ficou preso.

Era uma sala de arquivos saída diretamente de um pesadelo. Prateleiras de metal enferrujado subiam até se perderem na escuridão do alto teto abobadado, abarrotadas de rolos de plantas de construção amareladas e encadernações de couro ressecado. Pilhas de caixas de arquivo mofadas se amontoavam no chão de pedra, formando cânions labirínticos. A única iluminação vinha de algumas luzes de emergência avermelhadas, embutidas na base das paredes, que lançavam sombras longas e distorcidas, fazendo os rolos de planta parecerem ossos desenterrados. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo meu coração batendo contra as costelas e pelo drip-drip distante de uma
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