O quarto mergulhou em silêncio quando Isadora finalmente adormeceu. O corpo dela estava exausto, os traços do rosto ainda tensos mesmo em repouso. Henrique ficou algum tempo deitado na cama, observando-a respirar, até que o tédio o venceu. Ele jamais admitiria em voz alta, mas a ideia de passar a noite em branco, olhando para o teto, lhe parecia um desperdício, ainda mais em Paris.
Levantou-se devagar, abriu o armário e tirou uma camisa social limpa. Demorou mais do que gostaria em frente ao es