UM ANO DEPOIS.
O sol da manhã atravessava as amplas janelas da casa Monteiro, agora reformada, mais viva e mais cheia de cor. Era curioso como o tempo podia transformar tudo. Os lugares, as pessoas, e principalmente, o que elas acreditavam ser impossível de mudar.
Henrique desceu as escadas com a camisa arregaçada nos antebraços e o celular colado à orelha, falando com a mesma firmeza com que um executivo experiente conduzia uma negociação.
— Feche o contrato, sim. — dizia, enquanto atravessava