Continuação.
Nos dias que se seguiram, Wei passou a me visitar todas as noites.
Às vezes vinha em silêncio, às vezes vinha com fome de mim — e eu já sabia, antes mesmo de ele tocar a porta, que o corpo dele ansiava pelo meu.
Fazíamos amor como se o tempo tivesse parado. E, de alguma forma, eu sabia que para ele, talvez tivesse mesmo.
Era como se os milênios de dor e ausência se dissolvessem em cada toque, em cada suspiro. Ele me tomava devagar, como se quisesse decorar cada parte minha que a eternidade lhe negou.
E eu… eu deixava. Porque também precisava disso.
Os dias passaram assim — entre os lençóis, entre olhares, entre o silêncio e o desejo.
Mas numa manhã cinzenta, ele entrou no quarto, trajando o manto escuro de batalha.
— Preciso ir ao Norte. Há algo se movendo por lá, algo que ameaça o equilíbrio do Submundo.
A voz dele soava grave, decidida.
Eu apenas assenti.
Sabia que não poderia impedi-lo, e sabia também que ele voltaria.
Selene, Dorian e Alaric foram convocados para acom