Lua narrando
Entrei no quarto tomada de raiva. Tirei os arranjos do cabelo, os colares e as pulseiras e joguei tudo no chão. Bastou um estalar de dedos — e as chamas engoliram cada pedaço.
— Você viu aquilo? — falei entre os dentes. — Aquela mulher é uma cobra venenosa.
Selene veio atrás de mim, cautelosa, como quem pisa em vidro.
— Quer que eu dê um jeito nela?
— Não. — Cruzei os braços. — Com ela eu me resolvo. Mas tem algo estranho ali. Não estou tendo um bom pressentimento.
Se