Continuação.
Selene era tudo o que eu precisava naquele instante: calma, firme e com uma paciência de quem viu mais de mil invernos. Quando pedi o banho, foi ela quem ajeitou o vapor, trouxe as ervas e segurou o pano para eu me encostar. Não era Baltazar — e bem que não seria. Se fosse, eu teria mandado alguém buscar cola e linha.
— Respire fundo, minha senhora — Selene murmurou, enquanto aplicava a infusão morna no meu pescoço. — Essas marcas são profundas, precisamos tratar com cuidado.