A garrafa de vinho estava pela metade. As palavras de Henry, o calor de seu toque na minha cintura horas antes, ainda me queimavam por dentro, como um fósforo que nunca se apagava. Eu sentia tudo com intensidade. O perfume dele. O modo como olhava em meus olhos, como se pudesse ler minha alma e se compadecesse dela.
Mas ali estava eu… sozinha, trancada no meu quarto da mansão Torres, afogada em silêncio, no meio de taças e lembranças confusas.
O barulho da porta abrindo devagar me fez virar o r