A manhã seguinte foi uma tortura. Cada raio de sol parecia cutucar minha pele ferida pela culpa. Eu mal conseguia encarar meu próprio reflexo no espelho. Os olhos azuis estavam opacos, cansados, carregados de um peso que só aumentava.
Naquela noite com Leonardo, eu não havia sido mais do que uma marionete da solidão e do desespero. Eu me odiava por isso, mas o que mais me consumia era o medo de perder Henry. De perder a única centelha de esperança que me restava.
Encontrei-me com ele na garagem