O som do motor era um mantra, e os olhos dela, refletidos pelo retrovisor, me tiravam o sossego. Cada vez que Helena me olhava em silêncio, algo dentro de mim estremecia. Não era apenas desejo – era uma sensação de reconhecimento. Como se minha alma já conhecesse a dela de outra vida.
Hoje ela me pediu que a levasse para a casa de campo da família. Sozinha. Sem equipe, sem aviso prévio. Apenas ela e eu. O silêncio no carro estava cheio de coisas não ditas, e o ar entre nós era denso como neblin