A Pele da Mentira
A noite seguinte ao atentado no santuĂĄrio foi longa.
O espelho da lua partido refletia algo mais profundo: a confiança estilhaçada.
Acordei com o cheiro do incenso das sacerdotisas invadindo a torre.
Maelis havia mandado limpar o templo, mas os sĂmbolos riscados ainda estavam queimados em minha mente.
âEla Ă© nossa.â
Aquelas palavras não eram apenas ameaça.
Eram uma afirmação â de posse, de pertencimento, de dominação.
E eu não pertencia a ninguém.
Nem Ă lua, nem ao desejo de K