A Verdade Ardida em Pele
Decidi começar pela madrugada.
O silêncio era o único aliado verdadeiro que me restava.
Desci até o templo interno, onde o espelho partido ainda jazia como símbolo da ruptura.
A lua cheia filtrava-se por entre os vitrais e pintava o chão com uma luz de prata líquida.
Ali, convoquei os quatro.
Um por um.
Rafael chegou primeiro.
Vestia o vermelho profundo dos Supremos, mas seu olhar era só sombra.
— Sabia que me chamaria primeiro — disse, sem arrogância.
— Porque não tenh