Mundo de ficçãoIniciar sessão“Marca da Lua” é uma história eletricamente carregada de mistério, paixão e poder. Azara Ashthorne, uma jovem caçadora de lobos altamente treinada, vê sua vida virar de cabeça para baixo ao descobrir uma verdade devastadora: ela mesma é uma loba. Marcada pela mordida de um alfa, Azara se vê dividida entre os caçadores e a matilha, entre seu destino e suas crenças. Quando os segredos de sua linhagem começam a emergir, ela é forçada a confrontar os fantasmas de seu passado e a verdade sobre a guerra iminente entre lobos e caçadores. Envolta por uma tensão crescente e desejos incontroláveis, Azara terá que fazer escolhas que moldarão o futuro de todos ao seu redor. Em um mundo onde lealdade é testada, o amor é perigoso e a sobrevivência é um jogo implacável, Azara descobrirá que, para salvar aqueles que ama, precisará aceitar a “marca” que a liga a um destino maior do que ela poderia imaginar. Misture magia ancestral, criaturas místicas e uma luta interna que vai prender você do início ao fim. Se você gosta de histórias com heróis complexos, romances proibidos e batalhas épicas entre o bem e o mal, “Marca da Lua” é para você.
Ler maisA primeira coisa que senti foi o cheiro da terra molhada. O vento carregava o aroma das flores silvestres, e uma brisa quente envolveu minha pele.Eu pisquei, confusa.O céu acima de mim estava pintado de tons dourados e alaranjados, o sol se pondo lentamente no horizonte. No alto, a lua começava a se erguer, e ao seu redor, estrelas brilhavam como pequenos diamantes.E então, eu vi.Solaria.Não as ruínas abandonadas, nem a terra devastada pela guerra, mas a verdadeira Solaria. O que ela era antes do sangue, antes da destruição.As aldeias eram vivas, cheias de música e risadas. Crianças corriam entre as casas de pedra e madeira, enquanto mulheres trançavam os cabelos umas das outras, contando histórias antigas sob a luz das tochas. Homens e lobos treinavam lado a lado, suas presas e garras afiadas, mas não para atacar—para proteger.Havia harmonia.A lua era adorada como mãe e guia, e seus filhos caminhavam sob sua luz sem medo. As marcas da lua eram vistas com orgulho em alguns, sí
A lua pendia alta, prateada, observando cada movimento da clareira como se fosse um juiz silencioso. Seu brilho atravessava as ruínas antigas de Solaria, iluminando os escombros das paredes que um dia guardaram glórias esquecidas. O vento soprava entre as árvores retorcidas, carregando folhas secas que dançavam em círculos, como se celebrassem e advertissem ao mesmo tempo. Eu, o último guardião das tradições antigas, sentia cada fibra do meu ser vibrar em expectativa. O terceiro desafio não era apenas uma prova. Era a prova. E, desta vez, não existia margem para erros.Azara estava lá, sentada ao lado de Duke. O corpo dela ainda trazia os sinais dos desafios anteriores, mas algo nela parecia diferente. As marcas em sua pele, que antes apenas cintilavam como lembranças do seu sangue ancestral, agora pulsavam com intensidade própria, irradiando energia. Era um poder vivo, em crescimento, uma força que nem ela mesma compreendia completamente. Eu sabia que todos os lobos ao redor a viam a
A guerra não começa quando o primeiro corpo cai.Ela começa quando a dúvida nasce.E naquela manhã, enquanto o sol surgia tímido sobre os campos úmidos de Feendele, eu já estava em batalha comigo mesmo.O mundo parecia normal demais. Os pássaros cantavam. A brisa balançava as copas das árvores. A fumaça subia preguiçosa das chaminés como se nada estivesse errado.Mas havia algo errado.Meu pai estava morto.Minha irmã era uma incógnita.E Aurora estava presa no celeiro como uma verdade acorrentada.Eu precisava de respostas.E precisava delas antes que a raiva escolhesse por mim.Voltei ao celeiro antes que alguém acordasse completamente. Não queria testemunhas. Não queria interferência. Só eu, ela… e as perguntas que não me deixaram dormir.A porta rangeu ao abrir.Aurora ergueu o rosto devagar. O cabelo loiro caía desalinhado sobre os ombros, os pulsos marcados pelas cordas. Mesmo exausta, ainda havia algo afiado nela.— Você voltou — murmurou.— Não terminei nossa conversa.Ela sol
A porta do celeiro bateu atrás de mim com tanta força que a madeira gemeu como se tivesse sido ferida.O som ecoou pelo pátio inteiro.Eu mal conseguia respirar.O ar parecia espesso, pesado, como se tivesse se transformado em lama dentro dos meus pulmões. Cada tentativa de inspirar era uma luta. Cada expiração, uma falha.Minhas mãos tremiam.Minhas pernas ameaçavam ceder.Por um segundo, achei que fosse desmaiar.A imagem dela ainda queimava na minha mente.Acorrentada.Ensanguentada.Sorrindo.Sorrindo.Azara matou seu pai.Azara arrancou a cabeça dele.Azara nunca foi sua irmã.As palavras martelavam dentro do meu crânio, repetindo-se como um tambor de guerra. Cada eco mais alto. Mais violento. Mais impossível de ignorar.Caminhei cambaleando até a lateral da casa. Apoiei-me na madeira áspera, sentindo farpas rasparem minha palma, e então meu estômago virou.Vomitei.Vomitei até o corpo inteiro tremer. Até não sobrar nada. Até a bile queimar minha garganta.O gosto era amargo.Mas
Último capítulo