Mundo de ficçãoIniciar sessão“Marca da Lua” é uma história eletricamente carregada de mistério, paixão e poder. Azara Ashthorne, uma jovem caçadora de lobos altamente treinada, vê sua vida virar de cabeça para baixo ao descobrir uma verdade devastadora: ela mesma é uma loba. Marcada pela mordida de um alfa, Azara se vê dividida entre os caçadores e a matilha, entre seu destino e suas crenças. Quando os segredos de sua linhagem começam a emergir, ela é forçada a confrontar os fantasmas de seu passado e a verdade sobre a guerra iminente entre lobos e caçadores. Envolta por uma tensão crescente e desejos incontroláveis, Azara terá que fazer escolhas que moldarão o futuro de todos ao seu redor. Em um mundo onde lealdade é testada, o amor é perigoso e a sobrevivência é um jogo implacável, Azara descobrirá que, para salvar aqueles que ama, precisará aceitar a “marca” que a liga a um destino maior do que ela poderia imaginar. Misture magia ancestral, criaturas místicas e uma luta interna que vai prender você do início ao fim. Se você gosta de histórias com heróis complexos, romances proibidos e batalhas épicas entre o bem e o mal, “Marca da Lua” é para você.
Ler maisNarrado por Duke MoonfangEle fechou os olhos por um breve segundo antes de me encarar novamente. O movimento pareceu lento, quase pesado, como se cada piscada carregasse o peso de um passado que nenhum de nós estava pronto para enfrentar. A respiração dele se tornou mais profunda, e eu soube, antes mesmo que dissesse qualquer palavra, que as notícias não seriam boas.— Eu não tive escolha — disse, com a voz grave e carregada de arrependimento. — Ela fugiu depois que a ataquei. Estava assustada, confusa… E se nunca soube o que realmente era, imagina o que deve ter pensado ao ser ferida daquela forma?Minhas mãos se fecharam em punhos. A tensão percorreu minha mandíbula como um açoite, travando os músculos. O som das palavras dele parecia ecoar, repetindo-se na minha mente, queimando como ferro em brasa.— E agora? — perguntei, tentando manter a voz firme. — Como vamos encontrá-la?O silêncio que se seguiu foi sufocante. Ele fechou os olhos outra vez, e por um instante, parecia que est
Narrado por AzaraEu segui meu pai, mesmo que uma dor lancinante me dilacerasse por dentro, cada passo uma tortura silenciosa.No começo, ele me levou para conhecer a cidade, e ela era linda, como se tivesse saído de um cartão postal. Eu tentei me convencer de que isso deveria me deixar feliz, mas as lágrimas já estavam presas na minha garganta, como se pudessem escapar a qualquer momento, um dilúvio de emoções reprimidas.Meu pai, pela primeira vez, me tratava de forma fria. Pela primeira vez, eu senti medo dele, um medo que congelava meus ossos.— O que está achando? — ele perguntou, e sua voz parecia vazia, distante, como se falasse com um estranho.— Aqui é lindo. — Eu respondi, mas o tremor que começava a me atacar era quase insuportável. Eu sabia que precisava ser forte, não podia mostrar fraqueza. Mas era difícil, muito difícil, como se um peso invisível me esmagasse.— Vamos, quero te mostrar algo. — Ele disse, e me levou até o carro, começando a dirigir sem pressa, como se fô
Narrado por Azara AshthorneO amanhecer chegou vestindo o mundo com um manto gelado. O ar cortava como lâminas invisíveis, e o céu estava coberto por nuvens pesadas, espessas como pedra, abafando qualquer sinal de calor ou luz verdadeira. A casa acordara antes mesmo que o sol tentasse romper aquela barreira de cinza — passos apressados, o arrastar de caixas e malas, vozes abafadas se sobrepondo. Minha família se movia como um mecanismo bem treinado, cada um com sua função.Meu pai estava parado na entrada, alto e imperturbável, como uma sombra fixa no meio do caos. Seu rosto não revelava nada — nem ansiedade, nem pressa, nem cansaço. Apenas aquele silêncio sólido que sempre foi mais implacável do que qualquer ordem.Meu irmão, em contraste, parecia tomado por uma energia elétrica. Conversava com dois outros caçadores, descrevendo o novo território como se fosse promessa de glória. Para ele, Feendale era aventura, terreno fértil para lendas pessoais. Para mim, era apenas uma sentença q
Narrado por Azara Ashthorne O silêncio que se seguiu foi tão espesso que parecia me envolver como uma corda no pescoço. Meu pai continuava me encarando, e aquele olhar frio e calculista tinha um peso que quase me esmagava. Não precisava levantar a voz para me fazer sentir como se estivesse diante de um juiz que já tinha a sentença pronta. Atrás dele, eu sentia os olhos dos outros caçadores sobre mim — como lâminas invisíveis, cortando e medindo cada fraqueza que pudessem encontrar. Avaliavam. Julgavam. Condenavam.Minha boca estava seca, áspera como papel. Engoli em seco, mas o nó na garganta permaneceu. Forcei as palavras a saírem, mesmo sabendo que seriam veneno.— Ele fugiu.A mentira queimou minha língua como se fosse feita de ferro em brasa, mas ainda era preferível à verdade.O olhar de meu pai se estreitou, e o canto de sua boca se ergueu num sorriso sem alegria — a expressão cruel de quem já sabe que você está mentindo, mas prefere assistir à sua tentativa patética de sustent
Minha respiração ficou presa na garganta como se mãos invisíveis a comprimissem. Queria gritar, queria protestar contra aquela ordem que ecoava na minha mente como um sino fúnebre, mas sabia que desobedecer significaria algo pior do que carregar a culpa de matar um filhote.Engoli seco. Meus dedos deslizaram até a lâmina presa na lateral da minha bota. O metal frio era tão familiar quanto o próprio batimento do meu coração, mas, naquele momento, o toque gelado parecia mais cortante que a lâmina em si. Nenhuma frieza, porém, se comparava à que eu encontrava nos olhos do meu pai — olhos que exigiam obediência absoluta, sem espaço para hesitação.O lobo diante de mim estava parado, pequeno e trêmulo. Seus olhos — grandes, claros, quase humanos — se fixavam nos meus como se procurassem algo que eu mesma já não tinha certeza se possuía. Ele não avançava. Não tentava fugir. Apenas se mantinha ali, com as patas cravadas no solo lamacento, o corpo encolhido em medo.Eu poderia terminar com aq
O frio da madrugada cortava minha pele como lâminas invisíveis quando nos reunimos na clareira antes da caçada. O cheiro de terra úmida e pinho dominava o ar, impregnando meus pulmões a cada respiração. Acima de nós, a lua cheia pairava imponente no céu — um olho antigo e atento, observando cada passo, cada fôlego.A adrenalina pulsava entre os caçadores, vibrando no silêncio tenso como uma corda prestes a arrebentar. Ethan, meu irmão, afiava a lâmina com um sorriso presunçoso, convicto de que hoje venceria nossa aposta. Meu pai, rígido como sempre, distribuía as últimas instruções enquanto minha mãe passava por cada um, inspecionando as armas, verificando se tudo estava em perfeito estado. A cena poderia ser de qualquer outra missão… mas não era.Tudo parecia igual. Mas, para mim, algo estava errado.Desde que acordei, um peso estranho pressionava meu peito, como se um nó invisível me puxasse para baixo. Havia uma inquietação sussurrando no fundo da minha mente, como um aviso que eu
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