Minha respiração ficou presa na garganta como se mãos invisíveis a comprimissem. Queria gritar, queria protestar contra aquela ordem que ecoava na minha mente como um sino fúnebre, mas sabia que desobedecer significaria algo pior do que carregar a culpa de matar um filhote.
Engoli seco. Meus dedos deslizaram até a lâmina presa na lateral da minha bota. O metal frio era tão familiar quanto o próprio batimento do meu coração, mas, naquele momento, o toque gelado parecia mais cortante que a lâmina