Narrado por Azara Ashthorne
O silêncio que se seguiu foi tão espesso que parecia me envolver como uma corda no pescoço. Meu pai continuava me encarando, e aquele olhar frio e calculista tinha um peso que quase me esmagava. Não precisava levantar a voz para me fazer sentir como se estivesse diante de um juiz que já tinha a sentença pronta. Atrás dele, eu sentia os olhos dos outros caçadores sobre mim — como lâminas invisíveis, cortando e medindo cada fraqueza que pudessem encontrar. Avaliavam.