Brenda nunca foi do tipo que chorava.
Não porque fosse forte — mas porque aprendeu cedo que lágrimas não resolvem nada.
Elas apenas molham o rosto e deixam o orgulho mais pesado.
Mas naquela noite, quando a porta da sala da editora se fechou atrás dela e a voz dele — a voz que um dia a fez acreditar em redenção — ecoou um último “você está demitida”, ela sentiu o chão desabar.
Por fora, caminhou ereta, com a bolsa pendurada no ombro e o batom impecável.
Por dentro, algo se partiu de vez.
Apolo