O sol nascia devagar sobre Lisboa, tingindo o Tejo de um dourado tímido.
As gaivotas riscavam o céu em voos preguiçosos, e o ar ainda carregava o frio da madrugada.
Luiza observava o movimento da rua pela janela da pequena cozinha.
A chaleira chiava no fogão.
O cheiro do chá se espalhava, familiar, reconfortante — como um ritual de sobrevivência.
Mas aquela manhã não era como as outras.
Ela não dormira.
A mensagem de Apolo permanecia aberta no celular, o nome dele ali, mudo, como uma ferida que