A chuva caía grossa sobre São Paulo, lavando as janelas do décimo andar como se tentasse apagar o que havia acontecido ali dentro.
Apolo estava de pé, imóvel, encarando o próprio reflexo no vidro.
O rosto cansado, os olhos vermelhos — e, atrás deles, a lembrança que o perseguia há dias: o beijo que Brenda o forçou a receber, bem na frente de Luiza.
Ele ainda sentia o gosto amargo daquilo.
A sensação da culpa se misturando à vergonha.
O instante em que viu Luiza congelar — e o mundo dele desmoro