Lisboa, seis meses depois.
O inverno chegava manso, com o vento salgado vindo do Tejo e o cheiro de castanhas assadas pelas ruas. A cidade parecia dormir em paz, como se guardasse no coração cada história que o mar lhe contava.
Luiza caminhava devagar pela Feira do Livro, o cachecol azul enrolado no pescoço, as mãos enfiadas no bolso do casaco. O novo título já estava em pré-venda, e as pessoas a reconheciam, pediam fotos, diziam que Depois do Fim tinha mudado algo nelas.
Ela sorria, agradecia,