[Luiza]
Dois anos.
Dois anos desde o caos, desde as manchetes, desde o olhar dele me pedindo perdão através de uma tela.
Dois anos desde que aprendi que o amor, às vezes, não morre — ele apenas muda de casa.
Lisboa amanhecia dourada naquela manhã. O sol batia nas janelas da livraria como uma promessa antiga, e o cheiro de café recém-passado se misturava ao perfume das flores que cobriam a entrada.
Meu nome estava na vitrine, em letras delicadas e firmes:
“Depois do Fim – Luiza Monteiro.”
Nunca