A porta bateu e o som pareceu atravessar as paredes, ecoando no peito dele como um tiro abafado.
Apolo ficou parado, os dedos ainda estendidos no ar, como se o gesto pudesse impedir que o tempo avançasse.
Mas o tempo avançou.
E com ele veio o peso.
O silêncio que se instalou depois era quase insuportável.
Brenda o observava da porta, o batom borrado, o olhar em chamas — mas ele não via.
Não via nada.
A única imagem que lhe queimava a mente era o rosto da Luiza, o olhar dela antes de ir embora: