O dia amanheceu cinza, como se o céu soubesse que algo estava prestes a mudar.
Luiza olhou pela janela do pequeno apartamento, o e-mail ainda aberto na tela do notebook, as palavras frias da confirmação da reunião piscando diante dela.
Mas o que a fazia perder o ar não era a mensagem.
Era a ligação da noite anterior.
A voz da tia Cássia — suave, trêmula, quase um sussurro:
“Preciso te ver, minha menina. É importante.”
Agora, parada diante do portão azul da casa onde crescera, Luiza sentia o pas