A porta do quarto fechou atrás dela com um estalo seco.
O som pareceu ecoar dentro da cabeça de Luiza, misturando-se ao ruído da cidade que subia pelas frestas da janela. Lá fora, o trânsito e a chuva se confundiam; aqui dentro, o silêncio era mais alto que tudo.
Ela tirou os sapatos e os deixou onde caíram.
As mãos tremiam. Ainda via, na memória, o reflexo do escritório, as luzes frias e o rosto de Apolo perto demais de Brenda. A mente repetia a cena em fragmentos, como se tentasse encontrar u