O amanhecer em São Paulo parecia frio até para o vidro espesso das janelas da Duarte Editora.
Apolo Duarte chegou cedo. O corredor ainda cheirava a café recém-passado e tinta fresca, o silêncio era confortável — até começar a incomodar.
Na sala dele, o manuscrito repousava aberto sobre a mesa: Mais um capítulo de nós, assinado por “Lua”.
O nome de mentira não escondia mais a verdade.
Ele o encarou como quem encara uma ferida cicatrizada por fora, ainda latejando por dentro.
Passara a noite lend