O relógio marcava nove quando Luiza atravessou novamente o saguão da editora.
Os vidros espelhados refletiam a mesma mulher do dia anterior, mas algo nela havia mudado. O batom era o mesmo tom de vinho, o cabelo preso de modo displicente, a postura firme — porém o olhar, esse, agora guardava algo diferente. Uma calma forçada, uma muralha construída às pressas para conter o caos.
Apolo a esperava em sua sala.
A mesa de madeira escura estava coberta por papéis, anotações e o manuscrito impresso.