Faz apenas um dia desde a crise da minha mãe, mas parece que o tempo se arrastou por semanas. A casa ainda tem cheiro de hospital — aquele misto de desinfetante e medo — e, por mais que eu tente fingir que está tudo bem, minha cabeça ainda gira com a cena de ontem.
O corpo dela tremendo, os olhos virando, o som do meu próprio grito ecoando no corredor do hospital. Nunca vou esquecer o toque frio da mão dela quando eu tentei acordá-la. Nunca.
Acordei cedo, mesmo sem ter dormido direito. A luz do