O despertador tocou antes do sol nascer.
Durante alguns segundos, fiquei olhando o teto branco, tentando lembrar onde eu estava.
Lisboa ainda me parecia um sonho confuso — ou talvez um pesadelo bonito.
Nada aqui tinha o cheiro de casa.
Nem as paredes, nem o ar, nem o silêncio.
Levantei devagar. O chão frio me despertou mais que o café que minha mãe deixara na mesa antes de sair para o hospital.
Ela tinha acordado cedo para mais uma sessão de tratamento.
Os remédios estavam começando a deixar ma