Uma semana.
Sete dias inteiros tentando se convencer de que Lisboa agora era “lar”.
Sete dias acordando no mesmo quarto branco, ouvindo o mesmo rangido do piso e o mesmo som da respiração cansada da mãe no quarto ao lado.
A rotina se instalou sem pedir licença — e, com ela, o peso do que ficou para trás começou a se transformar em silêncio.
Luiza acordou cedo naquela segunda-feira.
O céu estava nublado, o ar frio entrava pela janela, e as paredes pareciam ainda mais brancas do que antes.
Na coz