A tarde se estendia mansa sobre a fazenda, daquelas que parecem não ter pressa de terminar. O sol já não queimava; apenas aquecia. Clara dormia no colo de Isabella, pesada de sono bom, com a respiração miúda marcando o ritmo do tempo.
Isabella estava sentada à mesa da cozinha, os pés descalços no chão frio, uma caneca de chá esquecida entre as mãos. Observava a filha como quem observa um milagre cotidiano — desses que não fazem alarde, mas transformam tudo por dentro.
Dona Lourdes tricotava per