A casa estava silenciosa naquela noite. Não o silêncio vazio, mas aquele que só existe quando tudo está no lugar certo. Isabella apagou a última luz da cozinha, caminhou devagar pelo corredor e parou à porta do quarto de Clara. A menina — já não tão menina — dormia de lado, livros espalhados pela escrivaninha, um caderno aberto com anotações do vestibular, o abajur ainda aceso por descuido.
Isabella entrou sem fazer ruído e apagou a luz. Ficou ali alguns segundos, observando o contorno do rosto