A noite caiu tranquila sobre a fazenda, daquelas que parecem envolver tudo num mesmo fôlego. As luzes da casa grande estavam acesas, mas suaves, como se respeitassem o sono recente de Clara. O silêncio não era vazio — era cheio de vida miúda, de coisas que respiravam juntas.
Isabella colocou a filha no berço com cuidado, ajeitando a manta sobre o corpinho pequeno. Ficou ali alguns minutos a mais, observando o sobe e desce do peito, o franzir leve da testa, como se Clara ainda estivesse aprendendo a sonhar.
— Dorme bem, meu amor… — sussurrou.
Fechou a porta devagar e seguiu pelo corredor. A casa parecia diferente desde que Clara chegara, não maior, não mais bonita — apenas mais habitada. Cada canto carregava uma intenção nova: o banco perto da janela agora servia para amamentar; a mesa da cozinha tinha sempre algo separado “caso precise”; o relógio antigo marcava o tempo com mais paciência.
Rafael estava na varanda, sentado no mesmo degrau onde tantas decisões haviam sido tomadas. O vi