O camarim cheirava a madeira antiga, spray de cabelo e nervosismo contido. Rafael estava sentado diante do espelho, o violão apoiado entre as pernas, os dedos pousados nas cordas sem pressa. Do lado de fora, o som da plateia já formava um corpo próprio — vozes misturadas, passos, expectativa. O último show da turnê sempre tinha um peso diferente. Não era despedida ainda, mas também não era apenas continuidade.
Isabella estava sentada no sofá estreito, folheando distraidamente o programa do espe