Narrado por Zaiden Marevick
Eu esperei.
Como um cão velho e sarnento à porta do inferno.
Como um vício que nunca é curado.
Esperei todos os dias, os meses arrastados, contei os minutos como quem conta corpos — um por um.
Cada segundo foi uma navalha na carne.
Me escondi nas sombras,
deixei que ela florescesse sob o teto dourado de Leonid,
deixei que vestisse branco, que sorrisse,
deixei que se sentisse pura.
Mas eu sabia —
o lodo ainda vivia dentro dela.
Ela era minha lama, minha maldição, meu